Suas ruas inominadas fazem Brasília ser (um)a cidade menos romântica. Falta-lhe o sabor da história que carregam as ruas. Falta-lhe a poesia que o encontro de vias pode proporcionar (que o diga a esquina da Harmonia com a Purpurina). Falta-lhe romance urbano.
Lúcio Costa se pronunciou em meados de dos anos 80 sobre o que tinha se tornado a rodoviária: "Foi o Brasil de verdade, o lastro popular que tomou conta da área." E é isso que tem acontecido com nossas ruas: a partir do planejamento ordenado, a cidade vai se transformando de plano para fato, vai tomando seus rumos organicamente, pela apropriação de seus habitantes. Aos poucos, Brasília se torna menos impessoal e mais íntima daqueles que a habitam.
Já se ouve por aí indicações como "rua das farmácias" ou "dog da igrejinha" para se referir à CLS 302/102 e ao comércio informal da entrequadra da SQS 307/308. Isso é sintoma da interferência do habitante no espaço, dar ao local denominação que lhe é mais lógica do que o conjunto de letras e números projetados para funcionar racionalmente.
E assim, Brasília ensina que, mais do que mera localização, mais do que urbes, endereço é espaço, transborda cidade e mexe com o imaginário das pessoas.
Já se ouve por aí indicações como "rua das farmácias" ou "dog da igrejinha" para se referir à CLS 302/102 e ao comércio informal da entrequadra da SQS 307/308. Isso é sintoma da interferência do habitante no espaço, dar ao local denominação que lhe é mais lógica do que o conjunto de letras e números projetados para funcionar racionalmente.
E assim, Brasília ensina que, mais do que mera localização, mais do que urbes, endereço é espaço, transborda cidade e mexe com o imaginário das pessoas.
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