se Brasília fosse uma pessoa...
... seria sóbria, fria, cosmopolita. Brasília seria uma bonitona de uns 50 anos, morena, da pele branca e gordinha (com sua sensualidade). Seria nordestina. Uma funcionária pública trabalhadora. Seria uma mulher temperamental e meio bipolar.
Paulo tem 35 anos e é estudante de Direito. Nasceu e mora em Brasília.
terça-feira, 14 de maio de 2013
brasília da vera
se Brasília fosse uma pessoa...
... seria uma mulher, de uns 40 anos. Seria uma pessoa comum, branca de pele e morena de cabelo... comum, sabe?! Cabelo liso, na altura do ombro, porque é mais prático. Teria uma estatura média feminina, talvez 1,65m, nem magra e nem gorda, normal. Seria uma funcionária pública que passaria seus dias vestida em um tailleur básico.
Vera tem 46 anos e é funcionária pública. Nasceu e mora em Brasília
brasília do mateus
se Brasília fosse uma pessoa...
...seria uma mulher... simples, sem muitas ornamentações e exageros. Teria 30 anos, auge da beleza feminina. E seria bela na medida... vaidade bem planejada e um corpinho de avião. Seria de pele parda, olhos azuis da cor do céu de meio dia, cabelos pretos longos e bem lisos. Teria um jeito totalmente brasileiro, tanto positivamente quando negativamente: sempre alegre, mas sempre mexendo os pauzinhos pra se favorecer. Seria uma mulher bem agradável normalmente, mas na TPM é um tanto quanto seca... às vezes até fria, mas nunca estressada, sempre tranquila.
...seria uma mulher... simples, sem muitas ornamentações e exageros. Teria 30 anos, auge da beleza feminina. E seria bela na medida... vaidade bem planejada e um corpinho de avião. Seria de pele parda, olhos azuis da cor do céu de meio dia, cabelos pretos longos e bem lisos. Teria um jeito totalmente brasileiro, tanto positivamente quando negativamente: sempre alegre, mas sempre mexendo os pauzinhos pra se favorecer. Seria uma mulher bem agradável normalmente, mas na TPM é um tanto quanto seca... às vezes até fria, mas nunca estressada, sempre tranquila.
Mateus tem 17 anos e é estudante secundarista. Nasceu e mora em Brasília.
brasília do filipe
se Brasília fosse uma pessoa...
... seria um rapaz, de mais ou menos 16 anos. O cara não seria muito esperto, porque vive se propondo a fazer coisas que não consegue. Apesar disso, ele seria bem objetivo e eficiente no que faz. Seria um menino que gosta mais de exatas e se dá bem nessa área. Ele seria certinho e engomadinho, meio quieto, na dele. Teria uma beleza natural, mesmo com poucos quilos, sem muito esforço e sem grandes preocupações em se arrumar.
Filipe tem 21 anos e é estudante de Ciência da Computação. Nasceu em Brasília e está morando em Leicester, no Reino Unido.
as ruas daqui
Cidade em que endereço é resultado de uma operação lógica, Brasília tem em suas ruas o peso do modernismo. Encontrar um lugar pela justaposição sistematizada de números e letras é uma tradução da funcionalidade – e facilidade? – do movimento modernista.
Suas ruas inominadas fazem Brasília ser (um)a cidade menos romântica. Falta-lhe o sabor da história que carregam as ruas. Falta-lhe a poesia que o encontro de vias pode proporcionar (que o diga a esquina da Harmonia com a Purpurina). Falta-lhe romance urbano.
Suas ruas inominadas fazem Brasília ser (um)a cidade menos romântica. Falta-lhe o sabor da história que carregam as ruas. Falta-lhe a poesia que o encontro de vias pode proporcionar (que o diga a esquina da Harmonia com a Purpurina). Falta-lhe romance urbano.
Lúcio Costa se pronunciou em meados de dos anos 80 sobre o que tinha se tornado a rodoviária: "Foi o Brasil de verdade, o lastro popular que tomou conta da área." E é isso que tem acontecido com nossas ruas: a partir do planejamento ordenado, a cidade vai se transformando de plano para fato, vai tomando seus rumos organicamente, pela apropriação de seus habitantes. Aos poucos, Brasília se torna menos impessoal e mais íntima daqueles que a habitam.
Já se ouve por aí indicações como "rua das farmácias" ou "dog da igrejinha" para se referir à CLS 302/102 e ao comércio informal da entrequadra da SQS 307/308. Isso é sintoma da interferência do habitante no espaço, dar ao local denominação que lhe é mais lógica do que o conjunto de letras e números projetados para funcionar racionalmente.
E assim, Brasília ensina que, mais do que mera localização, mais do que urbes, endereço é espaço, transborda cidade e mexe com o imaginário das pessoas.
Já se ouve por aí indicações como "rua das farmácias" ou "dog da igrejinha" para se referir à CLS 302/102 e ao comércio informal da entrequadra da SQS 307/308. Isso é sintoma da interferência do habitante no espaço, dar ao local denominação que lhe é mais lógica do que o conjunto de letras e números projetados para funcionar racionalmente.
E assim, Brasília ensina que, mais do que mera localização, mais do que urbes, endereço é espaço, transborda cidade e mexe com o imaginário das pessoas.
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